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11.1.16

Meus roteiros de viagens publicados na grande mídia

Antes mesmo de entrar na faculdade de jornalismo já sonhava em viver fora do Brasil e ser um contador de histórias.
Quando desembarquei em Dublin, depois de chutar o balde e nem ver onde caiu,  escrevi várias crônicas sobre aquilo que vivenciava. Montei um clube,  o Clube do Bem, um blog inspirado nas palavras de Leminski que dizia que aquilo de querer se nós mesmo ainda nos levaria além.

Clube dos Mapas
Primeiro Saint Patrick´s Day - Dublin | Irlanda

Mas queria mais, foi aí que fui em busca de parcerias com revista que me identificava. Queria escrever sobre viagens.
De uma volta de umas férias no Brasil, vi que a Revista Status, famosa nos anos 80 e 90, estava de volta e repaguinada.

Clube dos Mapas
Capa Revista Status Edição  #5

Sem pestanejar montei uma matéria sobre a Croácia e mandei ao editor-chefe.
A resposta demorou a vir. E até que um dia recebo uma ligação do próprio com a data de publicação da primeira de uma série de quatro matérias minhas. 

Croácia e seu verão bombástico, Budapeste com sua beleza estonteante, Londres fervilhante  e todo o charme de Lisboa foram para as páginas da coluna Passaporte.  

Divido como você  os links das matérias e logo postarei  mais dicas, detalhes e os mapas desses destinos pra lá de bom.  

O verão croata, por exemplo, é um dos mais badalados da Europa. O mar Adriático fica pequeno pra tanta gente sedenta por diversão e as famosas beach partys. A matéria completa do novo point do verão europeu está aqui. 

Clube dos Mapas
Coluna Passaporte| Revista Status| Edição#5 | Croácia
 Londres (meu amor eterno por ti) borbulha de gente, festas e roteiros culturais. A ficha completa eu dei aqui, confere!

Clube dos Mapas
Coluna Passaporte | Revista Status| Edição #15 | Londres

Moraria em Budapeste fácil. Não teria nenhum problema em frequentar toda semana os bares ruínas, as piscinas de águas medicinais e comer Gulash. Uma parte do que vivi está aqui.  

Clube dos Mapas
PDF Rascunho da matéria | Coluna Passaporte | Revista Status ! Edição #22 | Budapeste
Lisboa, ah, Lisboa! Por que é tão linda? Pra que tanto charme? 

Clube dos Mapas
Coluna Passaporte | Revista Status | Edição #24 | Lisboa 

Morei uma temporada nessa lindeza enquanto fiz um curso de Práticas Culturais e aproveitei para escrever algumas das dicas de como curtir a capital portuguesa como ela merece. Confira aqui as coordenadas. 


Essas matérias são carimbos daqueles que eu carrego dentro do coração de tanta felicidade por sonhos alcançados.

Já tenho linhas e linhas escritas aqui com dicas quentes de outros roteiros para enviar à Status ou outros veículos, afim de colocar ao alcance de mais pessoas aquilo que realmente importa na vida: as experiências que vivemos.

Enquanto isso, vou publicando aqui todas as direções para você montar seu roteiro. Mas lembre-se: O norte é apenas um ponto de vista. 

9.1.16

O Clube dos Mapas voltou com novos roteiros e dicas de viagem com muita bossa

Clube dos Mapas
Arrumar as minhas  malas e me desfazer das amarras naturais que criei nos locais onde escolhi ficar por um tempo e decidir voltar ao Brasil depois de quatro anos de Europa,  me afastou do meu Clube dos Mapas que tanto gosto.

Quase três anos sem nenhuma linha escrita sobre roteiros, sacadas, furadas e mapas percorridos.
Mas nesse período reiventei minha  profissão, fortaleci minha fé, encontrei um amor, passei pela dor e viajei, claro.

Hoje, depois de comprar uma vitrola e vários discos de vinil, volto a colocar aqui meus mapas e minhas dicas de como viajar muito bem, sem esvaziar os bolsos e com aquela dose de estilo. Roteiros culturais, circuitos alternativos, lugares clichês e descobertas que não estavam no mapa; tudo aqui com as direções de norte a sul.

Não viajo sem vasculhar blogs e mais blogs, talvez por isso, o desejo de retribuir minhas coordenadas.
São 19 países até agora, 17 deles na Europa. Vou resgatar meus diários de bordo e colocar aqui o que realmente importa.

Os novos mapas estarão por essas páginas também, desde a busca das passagens até o carimbo da volta.

Olhando para minha casa, vejo que ela  é um arquivo vivo de onde passei. Tem de tudo: tábua de carne de Edinburgh enfeitando a parede do fogão, quadro no banheiro de um cartaz de uma peça da época da Belle Epóque do Teatro Solís de Montevidéu e até minha miniatura belga dos Smurfs mordido pelo meu ex-cachorro  Almodóvar na estante da sala.

Estou de mudança novamente e quero uma casa cheia de espaços vazios para ser preenchido por aquilo que ainda vivenciarei. E nada disso será para mostrar para as pessoas, é apenas  minha história, contada somente pelo que couber em uma mala.

Embarque nessa e desça quando quiser para apreciar a vista.

Que a nossa viagem seja bacana!

29.11.12

Lx Market e Ler Devagar dois grandes programas em Lisboa

Caixotes de vinho que viram quadros carregados de estilos, taças transformadas em abajur de velas, relicários feitos de materiais antigos, licores afrodisíacos e muito mais que um mercado de rua pode oferecer tem no Lx Market.


Prestes a completar um ano de vida, o caçula de Lisboa, faça chuva ou faça Sol coloca na rua principal da Lx Factory a criatividade portuguesa.
 


 
Com o slogan “segunda mão de primeira” já virou mania nos domingos. 
 
 
As sessões de roupas usadas também atraem as atenções. No entanto, as usadas que ganharam uma nova roupagem e se tornaram peças únicas são as coqueluches.


O Lx tem criado força como zona de testes para produtores e criadores que tem algo a mostrar pro mundo. O Licor do Amor nasceu ali e já virou sucesso.



Super bem frequentado, atrai tanto quem quer vasculhar os baús, como também, o público que procura um bom brunch nos cafés atrelados à fábrica.  
 
Também rola uns shows ao vivo pra animar ainda mais.
O jeito é parar de banca em banca, futricar, negociar preço, ouvir as histórias, encher as sacolas e criar as suas próprias histórias.



 

Mapeando

Onde – Lx Factory na Rua Rodrigues Faria em Alcântara.

Como ir – Trem urbano (Comboio) 18E e 15E desde Praça do Comércio. Descer na parada Calvário. E os ônibus: 56, 60 714, 720, 727, 732, 738 e 751 também na descer na parada Calvário. De lá uma caminhada de 2 minutos.

Horários - Domingos das 11h às 18h.

E se chover? O mercado acontece mesmo assim, só que dentro de um dos pavilhões da fábrica.

Clube Experiência – Lembra daquela música que a Marisa Monte canta: “E no meio de tanta gente eu encontrei você...” ?Pois não é que atrás de uma porta bem pequenina eu encontrei, não meu amor, pelo menos ainda; mas uma outra paixão. Abriu-se um mundo encantado: o dos livros e que atende pelo nome de Ler Devagar.
 


Imagina um lugar legal? Dobra e terás um pouco do que é esse espaço fantástico que mescla livraria, café, galeria, teatro, uma espécie de sebo( já que tem livros antigos que não se encontram em livrarias tradicionais)e muito espaço pra ler beeeeem devagarzinho com sol que entra pelas janelas fazendo o nariz coçar sempre que o café encosta no céu da boca.
 

O sobe e desce de gente, as crianças folheando livros, pais sentados nos bancos contando estórias pros filhos, senhores lendo o jornal do dia acompanhado do seu cigarro e gente que gosta do cheiro de livro velho e novo é o cenário.
 
 
Se for sua praia vale a visita longa e demorada.
 

Ah! Gostaria muito que as bibliotecas tivessem essa mesma dinâmica livre de pega livro, senta , toma café, conversa, discute, pega outro livro, descobre um outro  e quando se vê já é hora de ir embora com o coração carregado de emoções.
 
 
Mapeando
Onde fica - Rua Rodrigues de farias, 103. G 3 na rua da Lx Market.
Horários – Terças a quinta das 12h às 24. Sextas e sábados das 12h às 2h. Domingos das 12h às 22h.
 
Clube Vale a pena - Ali  também na Lx facotry está instalado o Espaço Brasil, o cantinho erguido em homenagem ao Ano do Brasil em Portugal. Com uma área de 1200m² abriga uma sala de espetáculos, uma galeria e dois bares. Na programação menos samba e mais cultura contemporânea brasileira até dia 6 de junho. Para conferir a programação completa aqui.
 

Desenhos de Darlon
Fotos: Paulo Rogério de Souza

9.11.12

O teatro aberto da Rua Augusta

Toda cidade que se preze tem uma boa rua onde a liberdade de expressão é característica do povo que ali vive.
 
Em Lisboa, a Rua da Augusta, com seus 550 metros de comprimento, é um teatro a céu aberto e faz ri até os corações mais ranzinzas.
 
Depois de fechada ao tráfego no final dos anos 80, a rua de pedras típica portuguesa virou o calçadão mais famoso e movimentado da cidade.
 
Por ali, milhares de locais e turistas circulam diariamente comprovando o poder da região denominada Baixa de Lisboa.
 
Do Arco Triunfal, na Praça do Comércio (conhecido como o grande portão de entrada lisboeta) e começo da Augusta, até o seu final na Praça do Rossio; impossível não cruzar com os artistas de rua fazendo a mais singela e pura... arte.
A fusão de lojas de grifes com comércios centenários como a Casa Macário e restaurantes com serviço de mesa na rua e muita gente faz da Augusta uma atração por si só.
 Uma vez em Lisboa impossível não passar por ali e se perder com o menu do dia.

Mapeando
 
 Rua Augusta não tem como errar. Todo mundo sabe onde fica.
 

Fotos: Paulo Rogério de Souza

6.11.12

O charme da Confeitaria Nacional

Com o frio  que vem  mudando a configuração do rio Tejo nada melhor do que descobrir  as muitas pastelarias (pastelaria aqui, diferente do Brasil, não é uma casa de venda de pastéis e sim algo semelhante a nossa padaria) espalhadas por todos os lados de Lisboa.
 
Fachada da Nacional com o Castelo de São Jorge de fundinho
 
Para abrir a temporada com chave de ouro decidi começar pelo “início” e a pedida, então, não poderia ser outra se não a Confeitaria Nacional, fundada em 1829, pelo confeiteiro Baltazar Rodrigues Castanheiro e uma das mais famosas da cidade.
 
O interior imperialista abarrotado de gente
A fama vem de muito longe: pelos  tracionais  gabinetes no andar superior  onde se reuniam a nata lisboesta, a indicação como fornecedora oficial da Casa Real, o vanguardismo de ser um dos primeiros estabelecimentos a ter iluminação a gás e telefone (o aparelho ainda esta no local) e, claro, ter a melhor oferta de quitutes de comer chorando como os bolinhos de amêndoa, de ovos  e os sortidos.


Como adoro os scones à escoceses decidi provar o português. E pra não fugir à regra de outros broas e pães,  a receita daqui leva farinha de milho na composição o que deixa parecido com bolo de fubá.E pra acompanhar uma "meia de leite de café de máquina".
 
 
O conceituado Bolo Rei português nasceu ali. Na mala vindo de Paris,  Baltazar Junior, sucessor do pai; trouxe a receita que virou clássica para ser degustada entre o Natal e o dia dos Reis.
 
No cartaz diz que o Bolo Rei já esta a venda
Hoje, como mais de 180 anos, continua na mão da mesma  família e mantém inalterada a tradição de casa de chá que ainda servem scones em plena atmosfera real.
 



Mapeando
Onde – Praça da Figueira  18B, na esquina da Rua Correeiros. Pertinho da Praça do Rossio.
 
Horários – Todos os dias, das 8h às 20h.
 
Média de preços – scone e xícara de café com leite por €2,75. As especialidades da casa têm preços individuais e diferenciados.
 
Clube Experiência - Como tudo que é famoso e no Centro está sempre lotado de turistas (e quando digo lotado é bem lotado, incluindo os dois andares) as mesas têm rotação muita rápida, já que turista esta sempre com o roteiro cheio e a ideia é provar um doce de ovos e seguir pro próximo ponto. Melhor pra quem quiser sentar-se numa mesa a beira da janela e ver a vida passar pelo lado de fora enquanto toma seu café e lê o Público. Para isso, escolha seu lugar no andar superior bem lá no fundo e saia  antes que os turistas acordem e invadam o lugar pra tomar café da manhã.
 
 
 
Clube vale a pena – Levar um saquinho cheio das guloseimas pra casa e comer enquanto lê "Cartas de Amor de Fernando Pessoa". O meu exemplar, diga-se de passagem, é da primeira edição de 1978 e ganhei de presente da minha irmã.
 
 
Nas páginas as trocas de cartas entre Pessoa e sua namorada Ophélia Queiroz, que no início da obra  fala uma pouco do jeito de ser do poeta.
“...Como eu era muito gulosa -  e ainda sou – e o Fernando sabia – o bem, muito bem, levava-me de presentes, muitas vezes, rebuçados e bombons. Dentro de uma caixa de bombons, um dia, encontrei estes versos:
Bombom é um doce
Eu ouvi dizer
Não que isso fosse
Bom de saber
O doce enfim
Não é para mim...”

4.11.12

A Feira da Ladra... das emoções!

Adoro uma feira de rua, principalmente, se for daquelas que vendem vida.


Toda terça e sábado dezenas, de feirante se espalham pelo Campo de Santa Clara, no bairro da Graça, e colocam suas vidas à venda na Feira da Ladra.
 
 

Nos panos estendidos no chão têm de tudo: talheres, lenços, moedas antigas, livros, malas, roupas, brinquedos, vinil, CDs de fado, pedaços de azulejos portugueses retirados de uma fachada qualquer e a esperança de que o velho de espaço para o novo entrar.
 
 

A Ladra é uma das feiras mais antigas de Lisboa. Muito famosa no passado por ser o espaço onde se compravam coisas a preço de banana por serem roubados.
 
 
 Hoje,  tornou-se a parada dos turistas do Bonde 28 agarrados à suas câmaras fotográficas porque já ouviram que o nome faz a fama.
 
 
 
Turistas esses também que se esbaldam com a diversidade cultural e social exposta aos olhos, mas só daqueles que querem realmente ver.

 

Comprar coisas legais na Ladra é procurar agulha no palheiro. De banca em banca com muita paciência e lábia de negociante é possível sair de lá com boas peças pra dar um ar vintage no décor.
 


 

Mas não é só de velharia que a Ladra sobrevive, não. Artesanatos bacanas como quadros de santos religiosos, estandes de jeans e roupas com estampas africanas ou tailandesas estão ali colorindo a colina que tem o Tejo como pano de fundo cheio de vida.
 
 

Tire suas conclusões e me conta depois nos comentários o que você garimpou.

 

Mapeando

O que - Feira da Ladra

Quando - Terças e sábados das 8h às 18h (melhor chegar antes das 14h porque pelas 16h eles já começam a desmontar a estrutura e não rola uma xepa, viu?).

Onde – Campo de Santa Clara, na Graça.

Como ir – Bonde 28 deixa perto e mais uma caminhada de uns cinco minutinhos. Quem vem de Alfama, dá pra chegar ali de a pé numa boa.

 
Clube é bom saber – A Ladra esta longe de parecer com os mercados aberto de Londres. Ali é mais um grande brechó a céu aberto.
 
Clube sacada – O Mercado de Santa Clara fica bem ali no meio da feira e tem uma loja de chocolates artesanais, uma de souvenir de Portugal modernista e sempre uma exposição (como a do Centro de Arte Culinária que estava rolando na minha visita) ou um show de culinária na programação.
 

 
Clube Vale a pena – Passar na vizinha Igreja de Santa Engrácia, Panteão Nacional (que nada mais é do que um monumento arquitetônico destinado a perpetuar a memória dos famosos heróis nacionalistas, artistas, estadistas, etc, e que, em geral, contém seus restos mortais). Ali estão os restos mortais do Pedro Alves Cabral, lembra dele? E da mais famosa cantora de fado Amália Rodrigues. O edifício, no estilo barroco português, tornou-se referência no perfil da cidade. De vários pontos do Centro se vê a cúpula majestosa.



Mapeando - Igreja Santa Engrácia – Terça a domingo das 10h às 17h. Bilhete a €3 e grátis pra quem tem o Lisboa Card.

 Fotos: Paulo Rogério de Souza